ENTENDENDO O SHIH TZU E
O LHASA APSO MINI
Existem hoje, no
mercado, vários anuncios e ofertas de Shih Tzus e Lhasas Apso
classificados pelos seus vendedores como “MINI”. A descrição do
“Cão Mini”, segundo esses anuncios, é sempre de um cão bem
pequenino e que pode ser carregado facilmente no colo, o que remete o
comprador à imagem mental de um cãozinho lindo e mais parecido com um
bebê, que quase não ocupa espaço e é fácil de cuidar, mas a
realidade do “Cão Mini” não é bem essa.
Para iniciar nossa
explanação sobre o “Cão Mini”, é importante salientar, que a
Fédération Cynologique Internationale (FCI), que é o órgão que
define o Padrão Oficial das Raças caninas não admite variedades
oficiais de tamanho para nenhuma dessas duas raças.
(O tamanho
oficial do Lhasa Apso é especificado somente como altura ideal 25,4
cm, medido na cernelha (altura dos ombros) para machos e não há
qualquer especificação de peso para a raça)
( Já para o Shih Tzu a
FCI especifica a altura como não mais que 26,7 cm, sendo seu peso
ideal compreendido entre 4,5 Kg e 7,3Kg, podendo atingir até 8,1 Kg.)
Nesse contexto, a nomenclatura “MINI”, “MICRO” e outras designações utilizadas para essas
duas raças sugerem a venda de espécimes particularmente pequenos,
que além de não atenderem os padrões oficiais das raças, denotam
uma pouca seriedade e comprometimento dos criadores.
A miniaturização das
raças é obtida através de cruzamentos de cães associados à
fragilidade física e por cruzamentos consanguineos, o que gera
problemas neurológicos como convulsões e temperamento agressivo.
Em uma ninhada comum, nascem cães de vários tamanhos. Se essa ninhada é obtida por um criador comprometido com o aprimoramento da raça, ele somente permite a reprodução futura dos exemplares que mais se aproximem do padrão oficial da raça, castrando os demais para não dar prosseguimento a uma genética difusa do padrão oficial.
Em uma ninhada comum, nascem cães de vários tamanhos. Se essa ninhada é obtida por um criador comprometido com o aprimoramento da raça, ele somente permite a reprodução futura dos exemplares que mais se aproximem do padrão oficial da raça, castrando os demais para não dar prosseguimento a uma genética difusa do padrão oficial.
Ao contrario, o criador que busca a miniaturização cruza
os exemplares menores e mais frágeis dessa ninhada com outros
animais também frageis ou até mesmo com irmãos de ninhada,
obtendo, no final do processo, um cão mais pequeno, porém com
aparência atípica e desvios físicos, como por exemplo a pelagem
que não se desenvolve plenamente ou o prognatismo da arcada dentária
inferior, esse cão pode possuir males genéticos, de temperamento e de
saúde.
(Ninhada de lhasa apso comum obtida pelo canil zeferino rossa. Da esquerda para a direita temos um macho alfa seguido de quatro femeas ligeiramente menores,
que são os que mais se aproximam do padrão oficial da raça, já na
direita um macho "micro", que dificilmente irá apresentar as mesmas
características dos irmão s de ninhada)
Segundo a juiza
cinófila Ana Beatriz Knoll, proprietária do canil Excalibur Quest,
um dos mais bem conceituados do país no tocante à criação de
Lhasa Apso, em depoimento à revista “Cães e Cia”, Ed 338, de
Julho de 2007, “Seja Lhasa, seja Shih Tzu, para adquirir um bom cão
no Brasil, onde o plantel das duas raças está invadido por
criadores pouco comprometidos com qualidade, é fundamental procurar
canis renomados, que deixem claro o interesse em produzir exemplares
saudáveis e de aparência e temperamento típicos”.





